on 09 Apr 2019 12:32 PM

O brasileiro Paulo de Paula venceu a terceira edição da Heliflex Meia Maratona de Ílhavo com um novo recorde da prova, com 1:04:57, retirando cinco segundos ao tempo que ele próprio tinha establecido no ano passado. Como curiosidade refira-se que com esta marca o atleta olímpico brasileiro saltou destacado para o primeiro lugar do ranking anual brasileiro, não apenas na distância da meia maratona, mas também aos 5, 10 e 15 km de estrada, uma vez que a prova ilhavense tem essas distãncias certificadas e cronometradas. Logo aos dois quilómetros de prova Paulo de Paula assumiu o andamento na frente do pelotão, passando aos 5 km em 14:57 minutos, numa corrida solitária até à meta. No final o atleta brasileiro deixou rasgados elogios ao percurso da prova: «É uma prova muito rápida e excelente para recordes. Fui muito bem tratado e também por isso queria voltar a Ílhavo. Acabar a prova com recorde foi ótimo» - confessou Paulo de Paula.

Destaque ainda para o segundo lugar do nortenho Fábio Oliviera, do ACD São João da Serra, que ao terminar com 1:07:38 minutos reduziu em dois minutos o seu recorde pessoal. A fechar as contas do pódio ficou o jovem sub-23 João Almeida, com 1:09:16

Em femininos Jessica Augusto, do Sporting Clube de Portugal, aproveitou a sua deslocação a Ílhavo para fazer um treino mais rápido com vista à sua preparação para a maratona. Terminou folgada com 1:13:22, um registo que é também um novo recorde da prova, deixando na segunda posição Carla Martinho, a vencedora das duas anteriores edições da prova.

Na mini maratona de 7 quilómetros, outra das provas cronometradas do evento, o casal Ricardo Gomes e Solange Jesus levaram de vencida a restante concorrência, num percurso de sete quilómetros.

Por último referência para um dos mais emotivos momentos da prova com a chegada à meta do Paulinho, que correndo em "casa" tentava em Ílhavo melhorar o seu recorde do mundo da meia maratona para pessoas portadoras de Síndrome de Dowm. Paulinho falhou o objetivo por um minuto e dois segundos, na luta que travou, sobretudo, contra as condições atmosféricas adversas (vento e chuva). Paulinho terminou a prova em lágrimas tendo mesmo desfalecido após o esforço que fez nos 21097 metros de um percurso que muitos dos atletas presentes, publicamente, não hesitaram em classificar como um dos melhores do país para provas do género.